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Fases de um perfil de refluxo: Parte III

No meu artigo anterior sobre este tema, «Fases de um perfil de refluxo: Parte II», referi alguns defeitos de soldadura induzidos pelo perfil, incluindo o «graping», o «tombstoning» e a formação de bolhas. Neste artigo, vamos abordar a fase do tempo acima do líquido (TAL).

Durante o processo de refluxo, é importante ter em conta o tempo durante o qual a temperatura da solda se mantém acima da temperatura de liquidus (tempo acima do liquidus ou TAL), uma vez que este é o ponto mais quente do perfil e é também onde ocorre a formação de compostos intermetálicos entre a solda e os substratos.Se o TAL for demasiado longo, pode levar à desumidificação da solda (retrocesso da solda devido a oxidação excessiva) e ao esgotamento ou carbonização do fluxo. Se o TAL for demasiado curto, não permitirá tempo suficiente para que a solda e a formação intermetálica se umectem. Um TAL ideal situa-se entre 45 e 75 segundos. O TAL deve ser proporcional à temperatura de pico. Por exemplo, se a temperatura de pico do perfil for de 245 °C (uma temperatura de pico mais elevada), então o TAL deve ser mais curto, cerca de 45 segundos. Por outro lado, para uma temperatura de pico mais baixa, como 230 °C, o TAL deve ser mais longo, mais próximo dos 75 segundos.

Fiquem atentos à fase final do perfil de refluxo: o arrefecimento.