Gostaria de falar sobre a forma como o índio é utilizado em muitas centrais nucleares para regular a reação que aí ocorre. (Se precisarem de uma breve introdução sobre o funcionamento das centrais nucleares, eis um vídeo interessante)
Num reator tradicional de água leve, os átomos de urânio são fissionados numa reação auto-sustentável, que liberta calor. Esse calor é utilizado para produzir vapor, que aciona uma turbina para a produção de eletricidade. A velocidade da reação aumentará exponencialmente se não for controlada, o que provocaria uma fusão do núcleo. É aqui que entra o índio – este é utilizado numa liga muito utilizada na fabricação de barras de controlo da reação. Estas barras de controlo abrandam a reação na medida em que são inseridas entre os feixes de combustível. Diz-se que a inserção total de um conjunto de barras de controlo pode reduzir a velocidade da reação em 90 % em apenas 2 segundos!
A popular liga para barras de controlo que mencionei anteriormente é composta por 85 % de prata, 15 % de índio e 5 % de cádmio (85 %Ag/15 %In/5 %Cd). Para que fique claro, têm sido fabricadas muitas ligas à base de prata e contendo cádmio para este fim, embora a adição de índio continue a ser importante para melhorar também a resistência à corrosão. As propriedades de resistência à corrosão do índio são desejáveis para uma aplicação como esta, em que as barras de controlo ficam submersas em água a alta temperatura.
A liga 85%Ag/15%In/5%Cd é um exemplo de uma liga de índio para temperaturas relativamente elevadas, mas o índio também é frequentemente utilizado em ligas com pontos de fusão muito baixos. Se desejar saber mais sobre materiais de índio para o fabrico de barras de controlo — ou sobre qualquer outra aplicação específica do índio —, contacte-me através do endereço [email protected].
~Jim


